Em assembleia realizada na manhã da última segunda-feira (19), os operários do Maracanã decidiram colocar fim à greve iniciada há dezenove dias.
Os trabalhadores seguiram a decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que na última sexta-feira (16) considerou ilegal a paralisação. Uma reunião foi marcada para a tarde de segunda-feira, mas segundo o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Construção Pesada Intermunicipal do Rio de Janeiro (Sitraicp), o advogado do consórcio Maracanã Rio 2014 (Odebrecht, Delta e Andrade Gutierrez) não apareceu para negociar. Novo encontro está marcado para a manhã desta terça.
Apesar da retomada dos trabalhos, os operários pretendem manter a pauta de reivindicações que deu início à greve. Entre outros pontos, eles pedem cesta básica de R$ 180, plano de saúde, presença de médicos no turno da madrugada e fiscalização dos alimentos servidos no refeitório do canteiro.
Segundo o presidente do Sitracip, Nilson Duarte Costa, um dos pontos que os operários não devem abrir mão é do pagamento integral do salário do mês de setembro. De acordo com Costa, se não houver acordo, o sindicato deve retomar a greve por meios legais.
“Se não houver negociação com o consórcio, na próxima segunda-feira faremos outra assembleia e se for do consenso de todos decretaremos nova greve, só que desta vez dentro da lei”, disse.

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