O tufão Roke atingiu o Japão no começo da tarde de quarta-feira com muita chuva e ventos de mais de 200 quilômetros por hora, fazendo rios subirem e inundando cidades. A preocupação das autoridades é que o grande volume de água espalhe a radioatividade que ainda escapa da usina de Fukushima, atingida pelo terremoto e pelo tsunami em março.
Mais de um milhão de pessoas foram orientadas a sair de casa e procurar abrigos. Muitas foram retiradas por equipes de socorro. Em Nagoya, uma das maiores cidades do país, abrigos ficaram lotados. Estradas nas proximidades do mar foram fechadas por causa das ondas fortes.
No meio da tarde, Tóquio entrou em alerta e as pessoas foram orientadas a ir para casa mais cedo. As empresas encerraram o expediente. Pouco antes da chegada do tufão, uma das ruas mais movimentadas da cidade estava quase vazia.
O tufão bateu em cheio na capital japonesa: o trânsito foi interrompido em pontes e viadutos, os trens pararam e milhares de pessoas não conseguiram voltar para casa e ficaram presas nas estações. Mais de 500 voos foram cancelados. Mais de 500 mil casas ficaram sem luz em Tóquio e cidades próximas.
Depois de passar pela capital, o tufão seguiu em direção ao norte, indo para a região atingida pelo terremoto e pelo tsunami de março. Embora mais fraco, o tufão passou perto da usina nuclear de Fukushima, danificada pelo tsunami. A região ficou em alerta. Aparentemente, o tufão não provocou novos danos, mas a quantidade de chuva foi muito grande e a preocupação agora é que a água espalhe a radiação que ainda está na área contaminada em volta da usina.
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