segunda-feira, 5 de setembro de 2011

CPI da Serra vai nesta sexta a Nova Friburgo ouvir autoridades do Município


Presidente da CPI, Deputado Luiz Paulo
 A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) que investiga os responsáveis pela tragédia causada pelas chuvas na Região Serrana, vai se reunir nessa sexta-feira com autoridades municipais de Nova Friburgo. Em sessão a partir das 9h, serão ouvidos  o procurador-geral do município, Hamilton Sampaio da Silva; o secretário-geral de governo, José Ricardo Carvalho de Lima; o secretário de Obras, Hélio Gonçalves Correa; e a secretária da Fundação Municipal de Saúde, Jamila Salim Calil Ribeiro.

"A situação de Friburgo é complicada e, por isso, é muito importante que as lideranças municipais se expliquem. Temos perguntas sobre o planejamento de reconstrução da cidade e sobre o destino do dinheiro que está sendo investido", comentou o presidente da CPI, Luiz Paulo (PSDB).

Participam da CPI, além do presidente, os deputados Sabino (PSC), vice-presidente; Nilton Salomão (PT), relator; Marcus Vinícius (PTB); Rogério Cabral (PSB); Bernardo Rossi (PMDB), Clarissa Garotinho (PR); Janira Rocha (PSol); Robson Leite (PT); e Comte Bittencourt (PPS).
Governos precisam explicar gastos
Foi aprovado nesta terça-feira no Tribunal de Contas do Estado (TCE), relatório sobre as verbas recebidas e gastas pelas cidades atingidas pela chuva, em janeiro deste ano. O órgão quer explicações de sete prefeituras e do governo do Estado, sobre como foram gastos cerca de R$ 175 milhões.

Ao todo, os municípios de Petrópolis, Teresópolis, Nova Friburgo, Areal, São José do Vale do Rio Preto, Bom Jardim e Sumidouro, receberam R$ 444 milhões, via União, Estado, as próprias prefeituras e de doações. A principal irregularidade encontrada pelo TCE, foi a falta de contratos e notas fiscais, dos diversos serviços, compras e contratações realizadas nas obras de recuperação.

Além disso, o órgão vai notificar 45 empresas, que receberam esses recursos. O TCE também quer saber onde foram parar R$ 77.225.715,81, que é a diferença entre o que foi destinado e o que foi investido.

As prefeituras tem 15 dias para explicar onde e como foram gastos as verbas destinadas.


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