quarta-feira, 21 de setembro de 2011

AVANÇO DO CRACK ATINGE TODO O ESTADO DE SÃO PAULO, DIZ ESTUDO.

As cidades paulistas estão em alerta contra o crack. A droga é a mais citada entre os administradores dos 325 municípios que responderam a enquete enviada pela Frente Parlamentar de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas da Assembleia Legislativa.
 O resultado da pesquisa foi anunciado ontem, mas o Diário teve acesso e divulgou os dados do Grande ABC na edição de ontem. O álcool é disparado a droga mais lembrada por 49% das administrações municipais. Entre as ilícitas, o crack aparece em primeiro em 31% das cidades, seguido pela cocaína, com 10%, enquanto a maconha surge com 9% e as drogas sintéticas, como a anfetamina e o ecstasy, com 0,59% do total.
Para o coordenador da Frente Parlamentar, o deputado estadual Donisete Braga (PT-Mauá), esse é o primeiro passo para integrar todos os poderes para criar uma política de atendimento a dependentes.
"O mais importante é que agora temos dados para indicar que o problema está presente em todas as regiões do Estado e não apenas nos grandes centros urbanos", comenta Donisete Braga.
O ponto positivo do trabalho dos parlamentares paulistas poderá ocorrer caso o governo aprove a emenda de incluir mais R$ 200 milhões no orçamento para os próximos quatro anos.
Um dado preocupante foi a distribuição dos usuários por faixa etária. Entre os mais novos, de 9 a 15 anos, ficou em 3%, mas na região de Campinas esse número chegou a 7%. Para os jovens de 16 a 20 anos foi de 25%, entre 21 a 25 anos de 27%. Entre 26 e 30 anos chegou a 17%, enquanto para os adultos de 31 a 35 anos alcançou 12% e, para os que têm acima de 35 anos, o resultado foi de 16%.
O número de leitos para atendimento aos viciados que necessitam de tratamento é de 400 no Estado, segundo a Secretaria de Estado da Saúde. No levantamento da Frente Parlamentar, 79% das cidades informaram que não contam com vagas.

O Grande ABC está entre as regiões que sofrem com a proliferação de pontos de consumo de crack e mantêm as suas cracolândias a céu aberto. Em março, o Diário publicou os principais pontos.
Para o deputado estadual Olímpio Gomes (PDT), a falta de combate aos pequenos traficantes é o que leva ao aumento de locais freqüentados por usuários."As polícias não podem fingir que não está acontecendo nada", disse.

“POLÍCIA NÃO PODE FINGIR QUE NÃO ESTÁ ACONTECENDO NADA”.

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