Usuários de cocaína e anfetamina ainda lutam contra os efeitos colaterais da droga, mesmo um ano depois de pararem de usar essas substâncias.
Estudos anteriores mostraram que, até seis meses depois de largar o vício, os ex-usuários apresentavam falta de concentração, problemas de memória, problemas motores e dificuldade de aprendizado. Mas uma nova pesquisa mostra que os problemas podem permanecer pelo dobro do tempo.
Cientistas do Hospital Geral de Massachusetts, em Boston, avaliaram 50 pares de gêmeos, sendo que em cada par um já havia sido usuário de anfetamina ou cocaína e o outro não.
Eles descobriram que as pessoas que usaram as drogas ainda apresentam, um ano depois, problemas de concentração e dificuldades motoras em comparação ao gêmeo que nunca usou a droga.
Cérebro
"O estudo mostra que os efeitos de drogas estimulantes permanecem no organismo por mais tempo", disse Rosemary Toomey, chefe da pesquisa.
Segundo a médica, a cocaína e as anfetaminas desequilibram o balanço químico das substâncias que atuam no cérebro.
Os pesquisadores, agora, tentam provar evidências que mostram que as substâncias estimulariam a liberação de substâncias químicas que levam à contração das veias e das artérias cerebrais, reduzindo a circulação de oxigêneo e fazendo com que as células do cérebro morram.
"Essas informações podem ser úteis em campanhas contra o uso de estimulantes", disse John Marsden, da ONG britânica Action on Addiction (Ação contra o Vício).
O especialista lembra que as terapias podem ajudar no processo de recuperação de viciados em estimulantes. Mas elas podem não funcionar se a lesão no cérebro for muito grande e já estiver comprometido o seu funcionamento.
O estudo americano foi publicado na revista Archives of General Psychiatry.
BBC Brasil

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