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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

PMs do Rio usam cruzes em protesto na praia de Copacabana

Cruzes fincadas na praia de Copacabana

A praia de Copacabana amanheceu nesta sexta-feira com 586 cruzes fincadas na areia, em mais um ato de protesto de policiais militares que reivindicam aumentos salariais e melhores condições de trabalho.
As cruzes, algumas com quepes da Polícia Militar pendurados, foram espalhadas pelos manifestantes nas primeiras horas da manhã, em alusão aos policias da corporação mortos no Estado entre 2004 e 2007.
"Queremos prestar uma homenagem aos nossos heróis sociais, queremos mostrar para a sociedade o preço da vida de um policial militar", disse o presidente da Associação de Militares e Oficiais da PM, Dílson Ferreira de Anaide, durante protesto na praia.
"Ganhamos menos de 30 reais ao dia, menos do que ganha uma faxineira por dia de trabalho", acrescentou o coronel.
O secretário Estadual de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, principal alvo do grupo de policiais manifestantes, afirmou que o protesto não será considerado um ato de insubordinação.
"Qualquer ato que não seja ofensivo, agressivo, não há problema. O que nós temos que ter é respeito ao regulamento de uma instituição que tem hierarquia e disciplina", afirmou o secretário nesta sexta-feira, em evento no quartel general da PM.
Os organizadores da manifestação fazem parte do mesmo grupo que saiu às ruas do Rio no domingo, em ato que foi considerado insubordinação pelo governador do Estado, Sérgio Cabral, e pelo secretário de Segurança Pública.
Após a passeata, o comandante-geral da PM, coronel Ubiratan Ângelo, foi exonerado por ter permitido o avanço do movimento e acabou sendo substituído na quarta-feira pelo coronel Gilson Pitta. Em resposta, 47 oficiais pediram para deixar seus cargos.
Segundo Beltrame, a crise na corporação já foi superada.
"Essa página já foi virada, a Policia Militar tem um comandante, um chefe do Estado Maior, o organograma da instituição esta completo, e a vida tem que continuar", afirmou o secretário.
Na quinta-feira, o governo estadual afastou dez policias ligados ao movimento salarial para tentar conter a crise, após a troca no comando da corporação.
A principal reivindicação dos manifestantes é a equiparação salarial da PM com a Polícia Civil. Beltrame disse que seria impossível atender esse pedido, mas acrescentou que as negociações não foram encerradas.
A associação teria entregue na quinta-feira uma carta ao governo propondo um diálogo sobre as negociações sem a participação de Beltrame, mas o secretário garantiu que fará parte das conversas.
Sobre a proximidade da manifestação policial com o Carnaval que terá desfiles no Sambódromo domingo e segunda-feira e a presença intensa de blocos pelas ruas da cidade até quarta-feira , o novo chefe da PM garantiu que haverá segurança.
A PM terá cerca de nove mil policiais por dia em ação durante o período de folia no Estado.
"Haveremos de ter o Carnaval mais tranqüilo de todos os tempos, quer para os moradores do Rio de Janeiro quer para os turistas", disse o comandante Pitta.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Deputados do Rio aprovam projeto que permite uso de organizações sociais na gestão da saúde


Confusão entre policiais, bombeiros e manifestantes na entrada da Alerj

O projeto de lei que permite ao governo do Rio contratar as chamadas organizações sociais para gerir hospitais e unidades de saúde foi aprovado na tarde desta terça-feira na Assembléia Legislativa do Estado do Rio (Alerj). A votação por 49 a 12 ocorreu sob forte protesto, com tumulto no centro da cidade e policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar (BPChoque) convocados para dispersar manifestantes, com uso de gás de pimenta.

A manifestação contra o projeto ganhou reforço de bombeiros militares que estão acampados em frente à Alerj. Após a aprovação do projeto, proposto pelo Executivo, deputados estaduais passaram a discutir 27 emendas que dependem de parecer do plenário da Casa.

Para o governo do estado, as organizações sociais serão uma forma de agilizar serviços, contratação de pessoal e melhorar a qualidade do atendimento, a exemplo do que ocorre no estado de São Paulo. Para a oposição, a aprovação desse tipo de gestão é uma forma de privatizar a saúde. O secretário de Saúde e Defesa Civil do estado, Sérgio Côrtes, negou que o novo mecanismo de contratação e gestão seja uma forma de privatização.
"Não queremos mais conviver com médicos faltando em unidades de saúde, problemas de comparecimento. Queremos eficiência cada vez maior no atendimento à nossa população. As OS têm contrato de metas a cumprir e podem ser punidas caso não cumpram. Isso vai desde a compensação financeira pelo problema causado até a perda do contrato”, defendeu.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Povo do Rio prepara novos protestos contra corrupção. Hoje, a partir das 16 horas.


A população do Rio de Janeiro continuará realizando manifestações contra a população nesta terça-feira. Uma marcha contra a corrupção está marcada para acontecer às 17h na Cinelândia, no centro da capital fluminense.

O evento deve ser de grande porte, já que mais de 30 mil pessoas confirmaram presença por meio da página do evento no Facebook.

As manifestações contra a corrupção já puderam ser vistas hoje pela amanhã. Em mais uma manifestação silenciosa, a ONG Rio de Paz fixou, na praia de Copacabana, um cartaz com a frase “Corrupção Mata”.

O cartaz será levado para a manifestação na Cinelândia. Ontem, manifestantes colocaram 594 vassouras na praia de Copacabana, representado senadores e deputados fe
derais.